Vigor pedaços Damasco

Mais um stop motion para Vigor.

Agora com um time lapse de um ângulo ainda melhor.

Anúncios

Biblioteca Canon

Neste link você encontra alguns trabalhos que fiz para a Canon: http://www.canon.com.br/biblioteca

Lá tem dicas e fotos minhas nos catálogos. Tem inclusive um guia de lentes que fiz inteirinho, texto e fotos, com o design do Marcello Bucaretchi.

guia de lentes.jpg

 

O que mais gosto nestas fotos é que elas fogem um pouco da minha linha de trabalho e me obrigam a pensar para além da estética que estou acostumado.

Algumas fotos contidas nestes trabalhos:

350A2416.jpg

_94A8311.jpg

DD8A1494.jpg

DD8A0239-Editar.jpg

Making of Vigor sabores

Fotografei este stop motion este mês e já saiu no instagram da vigor!
Antes eu esperava pelo menos um mês para ver minhas fotos publicadas. Em alguns raros casos já cheguei a esperar mais de um ano.
Dá gosto esta velocidade…

E a Aline Ioavasso ainda aproveitou e fez este time lapse da produção.

Mais por vir….

Comidas

Estou com o tempo bem limitado nas últimas semanas. Então aqui vão duas fotos de alimentos com propostas e iluminações bem diferentes.

A primeira feita em um curso, com luz contínua e foco seletivo.

A segunda para a revista Época Negócios, com flash e tudo em foco.

_07A0348-3BEp_Neg_cookies-22-EditarBB

Gosto muito da variedade de desafios e experiências da profissão.

Carnaval

Faço fotos e palestras pela Canon Brasil desde 2012, mas a partir do ano passado sou um parceiro oficial deles, oferecendo workshops e desenvolvendo materiais de divulgação.
Uma das vantagens desta parceria é testar equipamentos que não tem muito espaço no meu trabalho cotidiano.

Aproveitando a brecha, saí durante o carnaval de São Paulo com a intenção de fazer retratos próximos com uma 35mm fixa, uma lente que não é exatamente recomendada para este tipo de assunto. Para minha sorte as pessoas não se importam com a proximidade da câmera durante o carnaval.

Devo dizer que os resultados foram interessantes.

_07A9874.jpg

_07A9899.jpg

_07A9897.jpg

_07A9898.jpg

No carnaval ninguém tem nome, mas se você conhece alguém, me avise que eu coloco aqui. 😉

_07A9915.jpg

Esta distância focal tem uma peculiaridade em full-frames: ela não é grande-angular, mas também não chega a ser uma normal. Isso significa que uma 35mm bem luminosa permite o melhor dos dois mundos: você consegue desde desfoques fortes até profundidades de campo mais extensas, com bastante perspectiva. Com uma 24mm você tem dificuldades para desfocar o fundo. Com uma 50mm você tem dificuldades para conseguir que tudo esteja no foco, quando estiver perto do seu assunto. A 35mm fica bem no meio do caminho.

Eu testei a EF 35mm f/1.4 II, que é um primor. Mas até onde sei, todas as 35mm do mercado são excelentes.

Outras fotos com esta lente:

_07A9062.jpg

_07A9364.jpg

_94A5201.jpg

Autoral x comercial

Algumas fotos não caem bem à primeira vista e precisam voltar à prancheta.

Talvez esta seja a diferença primordial entre o processo autoral e uma foto comercial. Clientes acompanham prazos, que acompanham pressas. Ainda que a qualidade seja fundamental, ela é segunda ao tempo. Se a revista fecha no dia seguinte, ninguém vai esperar o fotógrafo encontrar a combinação perfeita de luz e composição escondida em sua cabeça. Se ele conseguiu um resultado satisfatório no prazo estipulado, volta a ser chamado. Caso contrário, dá a vez ao próximo.

O mesmo não ocorre com o trabalho autoral. Você dispõe de todo tempo do mundo para chegar ao resultado que quer, não aquele que apenas aceita. As únicas barreiras são a própria capacidade, a ansiedade e, eventualmente, err….. a morte (kafka e mozart quem o digam).

A verba de trabalhos comerciais pode oferecer produções maiores e acesso a profissionais melhores, mas somente o trabalho autoral permite que se exercite a fundo o olhar, o senso crítico e a paciência.

A foto abaixo é o primeiro esboço de uma ideia. Ela faz parte da minha série Paper Books, em que personagens e histórias saem do livro, sem perder a identidade de papel. Neste caso, “A insustentável leveza do ser”, de Milan Kundera.

Insustentável leveza

A foto em alta impressiona um pouco pela nitidez. Mas não mais do que isso. O resultado não passava a sobriedade e o silêncio que gostaria. A luz é óbvia, com “cara de estúdio”, as sombras muito claras, o fundo vazio e o pote de tinta sem graça. Ainda assim, o conceito da pena com o texto original em checo é uma ideia que não poderia ser perdida.

Então, mais de um ano depois, fiz esta alternativa e fiquei feliz:

34334138590_5a612e4d84_o.jpg

Neste caso, menos foi mais. A pena é forte o suficiente sem outros objetos. A textura fez uma moldura interessante e as sombras ajudaram a moldar o formato da pena.

Pode até ser que no futuro passe a enxergar com melhores olhos a primeira foto. Duvido um pouco que deixe de gostar da segunda.

Como a pena foi feita? Ilustrator, Silhouette, pinça e mãos habilidosas.

_MG_0197.jpg

Fundos coloridos

Há tempos não faço fundos coloridos em degradê. Cansei deles há alguns anos e só faria novamente por alguma demanda muito específica.
Mas às vezes encontro uma foto antiga que a saturação exagerada ajudou na mensagem.

578533_576107882400629_1549506709_n

Fiz esta foto para revista da Tam. Não me lembro bem da pauta, mas gosto da ironia da mensagem, que combina com a saturação meio brega. De qualquer maneira, faria bem diferente hoje, com certeza.

Fico pensando como será a volatilidade das pessoas que tem 30, 40 ou até 50 anos de carreira. O que acham das primeiras fotos? Como lidam com erros primários que não podem apagar do corpo de trabalho? Com carinho ou resignação?

Fotógrafos são famosos por viverem muito e nunca pararem de trabalhar. Há vários por aí e espero um dia ser um deles.