Gif Zoomp

Uma animação simples e divertida para zoomp. Não é sempre que temos a oportunidade de fazer iluminações tão atmosféricas em fotografia de produto.

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Faixa azul

Mais uma foto para Faixa Azul.

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A foto mais gostosa do lote. 🙂

Fotografia: Flávio Demarchi
Produção: Agência Ginga
Food Stylist: Marina Zaverucha
Produção de objetos: Ana Sannini
Assistência: Aline Ioavasso

Tempo e técnica

Há alguns meses participei de uma mesa redonda com o Clicio, Diego Rousseax e Simone Silvério na Eduk sobre mercado. Uma das discussões mais interessantes foi quando os mais experientes chegaram a um acordo que apenas depois de 10 anos de fotografia o olhar está amadurecido. Como eles tem minha idade em tempo de carreira, aquiesci calado.

Há bons argumentos contra a ideia, e a Simone tinha alguns. Mas na fotografia de produtos especificamente há fundamentos sólidos que corroboram este período longo.

Iluminação de produtos é um quebra-cabeças. A luz não se comporta igual em todos os objetos e você sempre vai encontrar dificuldades únicas. Você pode lidar com alguns problemas apenas com técnica. Para outros, você também precisa de tempo.

E são dois os tempos que importam, aquele despendido na frente do objeto tentando decifra-lo e a experiência acumulada ao longo dos anos. Quanto maior a sua experiência, menor o tempo em frente ao objeto. Fato.

Concluí 10 anos de carreira dedicados exclusivamente à fotografia há relativamente pouco tempo, então vou me dar ao luxo de um exemplo.

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Fiz essas fotos para a revista Muyinteresante em 2009. A ideia era falar sobre como o desemprego avassalador de 25% que acometia os jovens espanhóis fazia com que os planos de vida fossem postergados. Pensei na ideia, fiz o rascunho e mandei. Eles gostaram e me deram três semanas para fotografar. Foi a minha sorte.

Fotografar gelo não é tão simples. Além da questão técnica de ser um objeto quase transparente, há complicadores na  produção, como textura do gelo, posicionamento do objeto e derretimento. Fiz a foto em fundo branco (seguindo a cartilha de se iluminar objetos transparentes por trás) e não ficou legal. Acabei usando o fundo preto com um flash dedicado em contra-luz para conseguir brilhos mais especulares. Fiz vários testes de congelamento, deixando a água no freezer de algumas horas a vários dias. Descobri que a melhor textura acontecia depois de apenas 24 horas, ficando muito opaca depois deste período. Descobri também que eu não tinha controle sobre o objeto dentro da água, uma vez que o gelo aperta tudo o que estiver dentro dele, mudando o posicionamento. Também quebrei muitos pedaços de gelo tentando molda-los da maneira que queria com facas, serras, pregos e martelos. Conclusão, tive que apelar para o photoshop e só consegui entregar em cima da hora.

Algum tempo depois fiz esta foto para Época Negócios:

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Seria relativamente fácil resolver a foto com photoshop, mas desta vez consegui fazer o efeito diretamente nas taças usando um cortador de azulejos. Esteticamente faria diferente hoje em dia, mas guardei uma boa experiência da produção.

Anos se passaram e a Superinteressante veio com uma matéria sobre a disseminação de boatos via whatsapp. Pensei em várias ideias, incluindo uma que envolvia a boneca da Xuxa com uma faca na mão, mas acabaram aprovando esta ideia:

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Resolvi esta foto em apenas duas horas e meia. Para quem fotografou pedaços de gelo em fundo preto com objetos congelados, fazer um celular no meio de pedaços de gelo foi baba. O mais difícil neste caso seria o sangue, mas eu já tinha tido a experiência com sangue falso em outra foto para super:

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Demorou três dias até eu acertar a viscosidade que eles queriam….

Tempos depois, a Época Negócios precisava de uma imagem que tratasse da crise recente no Brasil. Como gosto de arranjar problema para cabeça, pensei nesta ideia e eles aprovaram:

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Gosto dessa estética um pouco falsa para ilustrações conceituais, então obviamente usei o photoshop no formato do gelo e exagerei alguns reflexos. Mas a essência do formato estava na foto crua. Deixei o gelo exatamente 24 horas no congelador, usei um cortador de azulejos para cortar o gelo e usei um flash dedicado para criar os brilhos. Foi mais fácil que eu imaginava e não precisei mais do que meia diária para fotografar.

Mas perceba que o conhecimento foi acumulado e precisei de anos para que conseguisse fazer a foto em tão pouco tempo. Da primeira para última foram 7 anos.

A juventude e a impulsividade é valorizada acima de quase tudo hoje em dia. A paixão dos vinte e poucos era ótima. Mas fico igualmente animado pelas experiências que as décadas podem trazer.

 

Ilustração 3D x fotografia

Com exceções à regra, o objetivo de uma ilustração 3D é conseguir uma imagem perfeita.

Quando se trata de simular expressões humanas a tecnologia ainda não chegou lá, mas para a representação de objetos a tecnologia já passou há muito a nossa capacidade de perceber a diferença entre realidade e simulação.  Mas o que é uma imagem perfeita? Uma representação fidedigna ou uma idealização do objeto? Para fins comerciais, pelo menos, a resposta é a segunda opção.

Essa discussão é pertinente porque a busca pela imagem idealizada nos afasta da realidade. Um objeto é, também, suas imperfeições, sujeiras e falhas. Nesta perspectiva, nada mais irreal que a perfeição.

Nesta busca pela representação ideal do perfeito há uma diferença fundamental entre fotografia e ilustração 3D. A fotografia é quase tão imperfeita quanto o objeto que ela retrata. Quando buscamos a estética idealizada precisamos retirar aquilo que achamos ser falhas e atrapalham a visualização do produto. Ou seja, partimos de uma representação mais próxima da realidade e aparamos as arestas.

A ilustração 3D, por outro lado, cria uma imagem idílica do zero, criando suas imperfeições. O processo é o inverso, ainda que na prática o resultado pode chegar a ser o mesmo.

Não estou fazendo um julgamento moral de duas artes, apenas uma distinção pragmática e filosófica.

Comercialmente, há espaço para ambas, às vezes competindo, às vezes se complementando.

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Aqui está uma garrafa como foi fotografada e após o tratamento de imagem. Perceba que a maioria das falhas foi consertada ou retirada, como rótulo torto, reflexos internos de luz na garrafa, texturas irregulares do vidro, código de barra, entre outros. Mas a essência da garrafa não foi modificada. A meu ver, está bem equilibrada entre sua perfeição e imperfeição, para ser usada comercialmente. Está bonita, sem perder o pé na realidade.

Seria horrível uma fotografia que mostrasse apenas as imperfeições do objeto. Mas seria igualmente ruim uma ilustração 3D que não tivesse falha alguma, deixando o objeto com cara de mockup. Há diversos exemplos disso por aí.

Ao contrário da tendência bem-vinda de se diminuir o tratamento na fotografia de retratos, a “estética idealizada” continua em alta para a publicidade de produtos, mantendo a fotografia e o 3D mais próximos que nunca.

Claro que o assunto é outro quando a proposta é mais autoral.

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A foto acima se chama “Ansiedade” e não foi necessário nenhum tipo de tratamento, além do mínimo contraste, saturação e nitidez.

Isso não faz dessa uma foto melhor ou pior. Mas a satisfação fotográfica, admito, é outra.

E para você, o que é uma fotografia perfeita?

 

Superinteressante

Em 2016 fiz uma foto que gosto bastante para a revista Superinteressante, sobre a poluição causada pela indústria do porco na china.

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O bacon é real e foi recortado à mão pela minha digníssima esposa, enquanto a fumaça foi fotografada separadamente para invadir o espaço do texto. A ideia veio do xará Flávio Pessoa, designer da revista na época e boníssima gente.

Lembrei desta foto e resolvi dar uma atualizada, transformando-a em cinemagraph.

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Aproveitando a oportunidade, nesta semana os últimos amigos que trabalhavam na editora Abril foram dispensados devido ao mais novo corte de títulos. Vi bastante gente comemorando a derrocada da abril nas redes sociais, muito em face aos erros e exageros famosos da editora mais importante do país. Compartilho do mesmo espectro político dessas pessoas, mas não consigo compartilhar da mesma alegria. Na minha opinião a perda é de todos, em especial do jornalismo e da democracia. Como o mais importante veículo impresso do país, sua crise é também de toda a indústria.

Deveríamos reivindicar e torcer pelo aprimoramento da mídia, não sua falência. Com muita cobrança por resultados a curto prazo e sem o mesmo nome institucional a zelar, a maioria dos sites e portais sucumbiu faz tempo às armadilhas do click bait e fake news, contribuindo para o empobrecimento do debate público e pressionando veículos tradicionais na direção de fofocas de celebridades e manchetes alarmistas. Existem ótimas exceções à esta regra, mas estão longe de serem as mais populares.

Infelizmente não consigo ver com bons olhos a substituição de veículos imperfeitos por sites menos-que-imperfeitos. O Brasil perdeu e ainda não compreendeu.

Interbank – Peru

Alguns meses atrás o Estúdio Sampa foi invadido por peruanos.
Para quem os conhece, sabe que isso é indício de um dia divertido.

Fotografei a jogadora de vôlei Angela Leyva para o banco peruano Interbank.

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O pé direito do meu estúdio tem 4 metros e quase não foi suficiente para a foto da cortada. Incrível como o atletismo de uma profissional é distante de uma pessoa comum.

Fotos: Flávio Demarchi / Estúdio Sampa
Assistência: Aline Ioavasso e Andreza Santana
Make: Teycon
Direção criação: Eduardo Meza
Agência: JWT Peru

Danúbio 2

Mais uma para Danúbio.

 

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Esse creme de limão siciliano com Creme de Ricota Danubio é muito versátil. Você pode servi-lo sozinho ou usar para rechear bolos e tortas. Experimente fazer essa receita leve e super gostosa na sua casa.⠀ .⠀ Ingredientes⠀ 150g de creme de ricota Danubio⠀ 3 limões sicilianos médios (suco e raspas da casca)⠀ 3 ovos⠀ 2 gemas⠀ 220g de açúcar⠀ 1 colher de sopa de amido de milho⠀ 80g de manteiga derretida⠀ .⠀ .⠀ Preparo:⠀ Em uma panela, junte açúcar, o amido, a manteiga derretida e mexa bem.⠀ Junte os ovos e as gemas, o suco de limão e adicione à mistura anterior.⠀ Leve ao fogo bem baixo cozinhando sem parar de mexer, até obter um creme denso e brilhante. Passe por peneira e deixe esfriar.⠀ Misture o creme de ricota delicadamente até ficar homogêneo. Use para cobrir e rechear bolos e doces.

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Fotografia: Flávio Demarchi
Direção: Maria Fernanda Braggio
Produção: Agência Ginga
Food Stylist: Marina Zaverucha
Produção de objetos: Ana Sannini
Assistência: Aline Ioavasso