Sobre curiosidade

Cheguei em Ribeirão Preto para a palestra da Canon no começo da tarde. Quando fui almoçar o Ribeirão Shopping estava vazio. Coloquei o fone de ouvido, comecei a ler meu livro e percebi o garçom me olhando de soslaio algumas vezes. No final do almoço, obrigando-me a tirar os fones, me perguntou o que estava lendo. Dois minutos depois perguntou qual era a minha profissão.

Ele me incomodou? Não. Mesmo tendo quebrado a minha concentração.

Eu acho estranho como a curiosidade perturba as pessoas. Você não fica instigado quando vê alguém concentrado em um livro no ônibus ou metrô? Eu fico. E agradeço à minha altura por conseguir ler algumas frases por cima da maioria dos ombros.

A curiosidade é o combustível do conhecimento, sem ela não haveria arte nem ciência. Mas até no dicionário seus primeiros sinônimos são “bisbilhotice, abelhudice, intromissão, indiscrição, inconveniência”.

Dados os óbvios limites, sinto que temos como sociedade um compromisso com a curiosidade alheia. Especialmente dos jovens.

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Foto: Paper Hamlet. Das minhas fotos de personagens de papel, a primeira e talvez a favorita.

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