Biblioteca Canon

Neste link você encontra alguns trabalhos que fiz para a Canon: http://www.canon.com.br/biblioteca

Lá tem dicas e fotos minhas nos catálogos. Tem inclusive um guia de lentes que fiz inteirinho, texto e fotos, com o design do Marcello Bucaretchi.

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O que mais gosto nestas fotos é que elas fogem um pouco da minha linha de trabalho e me obrigam a pensar para além da estética que estou acostumado.

Algumas fotos contidas nestes trabalhos:

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Making of Vigor sabores

Fotografei este stop motion este mês e já saiu no instagram da vigor!
Antes eu esperava pelo menos um mês para ver minhas fotos publicadas. Em alguns raros casos já cheguei a esperar mais de um ano.
Dá gosto esta velocidade…

E a Aline Ioavasso ainda aproveitou e fez este time lapse da produção.

Mais por vir….

Comidas

Estou com o tempo bem limitado nas últimas semanas. Então aqui vão duas fotos de alimentos com propostas e iluminações bem diferentes.

A primeira feita em um curso, com luz contínua e foco seletivo.

A segunda para a revista Época Negócios, com flash e tudo em foco.

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Gosto muito da variedade de desafios e experiências da profissão.

Carnaval

Faço fotos e palestras pela Canon Brasil desde 2012, mas a partir do ano passado sou um parceiro oficial deles, oferecendo workshops e desenvolvendo materiais de divulgação.
Uma das vantagens desta parceria é testar equipamentos que não tem muito espaço no meu trabalho cotidiano.

Aproveitando a brecha, saí durante o carnaval de São Paulo com a intenção de fazer retratos próximos com uma 35mm fixa, uma lente que não é exatamente recomendada para este tipo de assunto. Para minha sorte as pessoas não se importam com a proximidade da câmera durante o carnaval.

Devo dizer que os resultados foram interessantes.

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No carnaval ninguém tem nome, mas se você conhece alguém, me avise que eu coloco aqui. 😉

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Esta distância focal tem uma peculiaridade em full-frames: ela não é grande-angular, mas também não chega a ser uma normal. Isso significa que uma 35mm bem luminosa permite o melhor dos dois mundos: você consegue desde desfoques fortes até profundidades de campo mais extensas, com bastante perspectiva. Com uma 24mm você tem dificuldades para desfocar o fundo. Com uma 50mm você tem dificuldades para conseguir que tudo esteja no foco, quando estiver perto do seu assunto. A 35mm fica bem no meio do caminho.

Eu testei a EF 35mm f/1.4 II, que é um primor. Mas até onde sei, todas as 35mm do mercado são excelentes.

Outras fotos com esta lente:

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Autoral x comercial

Algumas fotos não caem bem à primeira vista e precisam voltar à prancheta.

Talvez esta seja a diferença primordial entre o processo autoral e uma foto comercial. Clientes acompanham prazos, que acompanham pressas. Ainda que a qualidade seja fundamental, ela é segunda ao tempo. Se a revista fecha no dia seguinte, ninguém vai esperar o fotógrafo encontrar a combinação perfeita de luz e composição escondida em sua cabeça. Se ele conseguiu um resultado satisfatório no prazo estipulado, volta a ser chamado. Caso contrário, dá a vez ao próximo.

O mesmo não ocorre com o trabalho autoral. Você dispõe de todo tempo do mundo para chegar ao resultado que quer, não aquele que apenas aceita. As únicas barreiras são a própria capacidade, a ansiedade e, eventualmente, err….. a morte (kafka e mozart quem o digam).

A verba de trabalhos comerciais pode oferecer produções maiores e acesso a profissionais melhores, mas somente o trabalho autoral permite que se exercite a fundo o olhar, o senso crítico e a paciência.

A foto abaixo é o primeiro esboço de uma ideia. Ela faz parte da minha série Paper Books, em que personagens e histórias saem do livro, sem perder a identidade de papel. Neste caso, “A insustentável leveza do ser”, de Milan Kundera.

Insustentável leveza

A foto em alta impressiona um pouco pela nitidez. Mas não mais do que isso. O resultado não passava a sobriedade e o silêncio que gostaria. A luz é óbvia, com “cara de estúdio”, as sombras muito claras, o fundo vazio e o pote de tinta sem graça. Ainda assim, o conceito da pena com o texto original em checo é uma ideia que não poderia ser perdida.

Então, mais de um ano depois, fiz esta alternativa e fiquei feliz:

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Neste caso, menos foi mais. A pena é forte o suficiente sem outros objetos. A textura fez uma moldura interessante e as sombras ajudaram a moldar o formato da pena.

Pode até ser que no futuro passe a enxergar com melhores olhos a primeira foto. Duvido um pouco que deixe de gostar da segunda.

Como a pena foi feita? Ilustrator, Silhouette, pinça e mãos habilidosas.

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Fundos coloridos

Há tempos não faço fundos coloridos em degradê. Cansei deles há alguns anos e só faria novamente por alguma demanda muito específica.
Mas às vezes encontro uma foto antiga que a saturação exagerada ajudou na mensagem.

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Fiz esta foto para revista da Tam. Não me lembro bem da pauta, mas gosto da ironia da mensagem, que combina com a saturação meio brega. De qualquer maneira, faria bem diferente hoje, com certeza.

Fico pensando como será a volatilidade das pessoas que tem 30, 40 ou até 50 anos de carreira. O que acham das primeiras fotos? Como lidam com erros primários que não podem apagar do corpo de trabalho? Com carinho ou resignação?

Fotógrafos são famosos por viverem muito e nunca pararem de trabalhar. Há vários por aí e espero um dia ser um deles.