Tratamento de imagens para produtos

Amigos, fiz um vídeo curto com algumas técnicas para divulgar o curso do próximo dia 23/02/2019.

 

Tratamento de imagens para fotografia de produto

Local: Zona Oeste de São Paulo

– Calibração de câmera e monitor
– Fluxo digital no Lightroom: Visualização, pré-tratamento e importação durante a captura.
– Organização e escolha
– Exportação e backup
– Tratamento rápido para e-commerce no lightroom
– Tratamento avançado para editorial / publicidade no lightroom e photoshop

Para participar você só precisa ter o mínimo do mínimo de photoshop (uso das ferramentas fundamentais de movimento e seleção).

Valor: R$350,00
Forma de pagamento: parcelamento em 3x sem juros no cartão ou 5% no depósito à vista.
Desconto para ex-alunos: R$250,00 à vista ou R$300,00 em 3x sem juros no cartão.
Horário: das 9h às 18h

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Para inscrições escreva para info@flaviodemarchi.com.br

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Belém do Pará – Nantucket

Sou fascinado pelo livro Moby Dick. Já postei esta foto aqui:

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Pois bem, quando visitei a chegada dos barcos de açaí em Belém do Pará a convite do Canon College e do Belém Photos, não consegui tirar o livro da cabeça.

São centenas de barcos que chegam ao cais vizinho do mercado Ver-o-Peso carregando o açaí que você toma em qualquer parte do Brasil, além de peixes, frutos do mar e outros produtos.

Eles vem do interior do Pará, depois de colherem a fruta nas ilhas e margens distantes do rio imenso.

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Já no livro de Herman Melville, Ishmael parte de Nantucket para caçar cachalotes atrás de seu óleo. A narrativa é uma parábola religiosa sem uma interpretação fechada. Enquanto alguns acham que é sobre deus, outros veem uma crítica ao estado ou ao capitalismo. O mais provável é que seja uma alegoria à loucura, centrada no embate entre o capitão Ahab e a baleia branca (leviatã) que lhe tirou a perna. O narrador é o próprio Ishmael.

Logo no começo da história há uma descrição detalhada sobre as diferentes funções dos trabalhadores e o percentual do ganho de cada um. Do cozinheiro ao acionista, ele descreve o papel de todos. Ishmael, novato na pesca baleeira, ficou com 1/300 dos ganhos, enquanto Queequeg, um arpoador canibal talentoso, ficou com 1/90. O dono do barco, o capitão e seus imediatos não tem seu percentual revelado, o que é bem ilustrativo.

O final apoteótico é menos importante que a maneira como Ishmael conta os detalhes da viagem e suas conclusões sobre a moral do homem e seu destino. Tudo isso enquanto limpa o convés e rema seu bote. É um personagem inteligente, mas sem atuação relevante para a trama, que poderia ser facilmente ignorado. A não ser, é claro, pelo fato de ter sobrevivido para contá-la.

De volta a Belém, todos neste lugar tem uma função definida. Há, entre outros, pilotos, negociantes, motoristas de caminhão, vendedores ambulantes e carregadores. Estes últimos, seres notáveis que carregam mais de cem quilos nas costas, dezenas de vezes ao dia. Em uma ponta desta pirâmide estão os donos dos barcos, muitos deles dormindo em suas casas. Na outra ponta, desfavorecidos que catam o açaí caído entre as frestas do pavimento antigo, tentando, de migalha em migalha, juntar um saco para vender. Cada um tem seu quinhão e ninguém faz o trabalho do outro.

Quando amanhece, o trabalho já está feito e muitos encostam para dormir.

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Além da hierarquia náutica, outra semelhança com o livro é o pano de fundo religioso. Para começar pelo próprio nome da cidade, que faz alusão à cidade da Judeia, onde cristo nasceu. Há diversos santos espalhados pela feira e igrejas barrocas bem próximas ao cais. A arquitetura colonial e a má conservação dos arredores envelhecem a atmosfera, remetendo o visitante à outras épocas, como do ciclo da borracha.

É digno de nota também o sotaque peculiar do paraense interiorano, que exige concentração (pelo menos para mim). Moby Dick também tem seu linguajar característico, com frases longas e cheias de inversões e gírias marinhas. Impossível ler sem um dicionário náutico ao lado.

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Herman Melville compara constantemente o óleo de baleia com o ouro em seu livro.

O açaí é o ouro roxo do Pará.

E a alegoria da loucura está nos donos dos barcos dormindo, enquanto carregadores levam 100kg nas costas e outros catam açaí entre os vãos. Mas este leviatã é invisível.

Se fosse paraense, Ishmael estaria de cócoras.

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Kypers Barcelona

Pouco texto e mais imagens hoje.

Adoro fotografar óculos. Em still são lindos e desafiadores.

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Em pessoas é um pouco mais simples, mas bem mais divertido.

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E como eu não consigo me segurar, fiz algumas animações:

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Equipe:

Flávio Demarchi – fotografia
Marcello Bucaretchi – direção de arte
Leila Silva – direção
Cebola – Vídeo

 

A internet não esquece

Às vezes você faz uma foto durante um período conturbado e acaba esquecendo de pedir para o cliente mandar a revista ou o pdf. Tomei um susto esses dias ao encontrar umas fotos que fiz para a revista DASA (do grupo Delboni Auriemo) em 2014.

Como não há mais ninguém que eu conheça na editora, nem fui eu que tratei as imagens, se não fosse a internet não teria visto como ficou.

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